Portfólio · Produto próprio

KAFLOW

Gestão da produção, das entregas e do financeiro de laboratórios de prótese dentária.

O KAFLOW é um SaaS concebido, desenvolvido e operado pela GouveaTech. Ele organiza o caminho de cada trabalho do laboratório em um único sistema web, da chegada do caso à cobrança.

Kanban de produção: cada cartão é um serviço de uma ordem de serviço, e as colunas mostram em que ponto ele está — em andamento, pronto para entrega ou entregue.As telas desta página vêm de um ambiente de demonstração com dados fictícios.
Tipo
SaaS vertical, produto próprio
Setor
Laboratórios de prótese dentária
Papel da GouveaTech
Concepção, produto, desenvolvimento, infraestrutura e evolução
Situação
Em produção
Plataforma
Aplicação web

Contexto

O que faz um laboratório de prótese dentária.

Quando um dentista indica uma coroa, uma faceta ou uma prótese, a peça normalmente é feita fora do consultório, em um laboratório de prótese. O laboratório recebe o caso — um molde físico ou um escaneamento digital —, produz a peça em várias etapas e a entrega à clínica. Cada trabalho é sob medida, tem prazo combinado e pode voltar para ajuste.

  1. Recebe o caso

    Molde físico ou escaneamento digital, com as orientações do dentista.

  2. Produz em etapas

    Cada serviço passa por etapas próprias, como modelo, desenho e acabamento.

  3. Entrega à clínica

    A peça segue para a clínica, com prazo combinado, e pode voltar para ajuste.

  4. Cobra pelos serviços

    Em ciclo próprio: a cobrança pode acontecer com o trabalho ainda em produção ou já entregue.

Existem laboratórios de uma pessoa só e laboratórios com equipe e etapas distribuídas. O caminho é parecido; o que muda é o volume e a divisão do trabalho.

O problema

A informação existe, mas não está no mesmo lugar.

Sem um sistema pensado para essa rotina, o estado de cada trabalho tende a se espalhar entre cadernos, planilhas, mensagens e a memória de quem está na bancada. Perguntas simples do dia a dia ficam difíceis de responder com segurança:

  • O que chegou das clínicas e ainda não foi analisado?
  • Em que etapa está cada serviço de um mesmo caso?
  • O que vence hoje e o que já atrasou?
  • O que saiu para entrega e o que voltou para ajuste?
  • Quanto cada clínica deve e quanto já foi pago?
  • O preço cobrado cobre o custo da peça?

Essas perguntas orientaram o desenho do KAFLOW.

Ponto de partida

Um problema conhecido por dentro.

O fundador da GouveaTech, Angelo Gouvêa, é técnico em prótese dentária e conhece essa operação pela prática. Por isso, o KAFLOW partiu da rotina real de um laboratório, e não de uma suposição sobre ela.

O KAFLOW também é usado na operação do laboratório do fundador. Assim o produto fica em contato permanente com a rotina real de um laboratório em funcionamento.

O desafio

  • Falar a língua do laboratório

    Ordens de serviço, etapas, entregas e retornos com os nomes que o laboratório já usa, sem obrigar a operação a caber num sistema de gestão genérico.

  • Servir operações de tamanhos diferentes

    Fazer sentido para quem trabalha sozinho e para quem tem equipe, sem impor a um a complexidade do outro.

  • Ligar operação e financeiro

    Produção, entregas e cobranças precisam partir da mesma base, e não de controles paralelos — mas cada uma no seu ritmo, sem que uma trave a outra.

Visão do produto

Um trabalho, vários movimentos, uma mesma visão.

No KAFLOW, a ordem de serviço reúne o caso de um paciente, e cada serviço dentro dela tem a própria situação. Uma coroa pode estar pronta enquanto outro serviço do mesmo caso ainda está em produção: o sistema acompanha cada serviço, sem reduzir o caso a um status único.

A seguir, o KAFLOW aparece na ordem em que um trabalho costuma acontecer. Essa ordem serve para facilitar a leitura. Produção, entrega e financeiro são dimensões do mesmo trabalho, e cada uma segue seu próprio ritmo: um serviço pode ser cobrado, e até pago, enquanto ainda está em produção.

01A entrada do caso

Quando o caso chega em formato digital.

Parte dos casos começa com um escaneamento digital, e não com um molde físico. Para esses casos, a clínica tem um portal próprio para enviar a solicitação e os arquivos ao laboratório. Os casos que chegam por outros caminhos entram direto como ordem de serviço.

Visão da clínica

A clínica monta a solicitação.

No Portal da Clínica, a solicitação começa como rascunho. A clínica informa o paciente e o dentista responsável, escreve as orientações para o laboratório e anexa os arquivos do caso, separados por arcada superior, arcada inferior, mordida e arquivos complementares. Enquanto está em rascunho, tudo pode ser completado ou corrigido; o envio é um ato explícito e congela o que foi mandado.

Solicitação em rascunho no Portal da Clínica: paciente, dentista, orientações e arquivos separados por arcada, antes do envio.

Visão do laboratório

O laboratório analisa antes de aceitar.

Enviada, a solicitação chega à Caixa de Solicitações Digitais do laboratório como recebida. O laboratório abre o caso e inicia a análise técnica. A situação — recebida, em análise, aceita ou recusada — fica visível para o laboratório e para a clínica.

Caixa de Solicitações Digitais: cada solicitação mostra paciente, clínica, dentista, data, arquivos recebidos e a situação em que está.

Durante a análise

Os arquivos 3D abrem no navegador.

Quando a solicitação traz escaneamentos, o laboratório pode inspecioná-los dentro do próprio KAFLOW, nos formatos PLY, STL e OBJ, para conferir se o arquivo certo chegou antes de seguir com o caso — sem precisar de outro programa só para isso.

Visualizador 3D do KAFLOW com o modelo digital de uma arcada superior, aberto durante a análise da solicitação.

Decisão de produto

Receber não é aceitar.

Uma solicitação enviada pela clínica não vira trabalho automaticamente. O laboratório analisa, decide se aceita ou recusa e, só depois de aceitar, monta a ordem de serviço com os arquivos do caso. A entrada do trabalho continua sob o controle de quem vai produzir.

02A ordem de serviço

O caso ganha uma ordem de serviço.

Depois da aceitação — ou quando o trabalho chega por outros caminhos —, o laboratório monta a ordem de serviço. Ela é o registro do caso: paciente, clínica, dentista, observações e arquivos ficam juntos, e os escaneamentos recebidos pelo Portal seguem com ela.

Dentro da OS

Uma OS, vários serviços.

Um mesmo caso pode reunir vários serviços — na tela, uma placa de bruxismo e um modelo de estudo. Cada serviço tem valor, prazo do serviço, prazo para o dentista e situação próprios. Ao ser criado, o serviço entra em produção por padrão, e o laboratório pode escolher outra situação quando o trabalho real pedir.

Ordem de serviço com os dados do caso, os arquivos recebidos pelo Portal e os serviços, cada um com valor, prazos e situação próprios.

Decisão de produto

A orientação da clínica fica registrada como chegou.

Quando a OS nasce de uma solicitação digital, a orientação original da clínica acompanha o serviço e não pode ser editada. O laboratório registra as próprias observações ao lado, mas a orientação enviada continua visível como chegou.

03A produção

Onde cada serviço está, agora.

Com as ordens de serviço montadas, o acompanhamento do dia a dia acontece por serviço. O Controle de Produção reúne o que está em andamento: a OS de cada serviço, o cliente, o paciente, a data de entrada, o prazo, as etapas previstas para o caso e a situação.

Visão da produção

Uma linha por serviço, não por caso.

Serviços de uma mesma OS aparecem em linhas separadas e podem estar em momentos diferentes. A situação de cada um — em produção, em prova, finalizado, saiu para entrega — é atualizada pelo laboratório na própria lista, conforme o trabalho real. As etapas são escolhidas na montagem da OS, com responsável e prazo, de acordo com o que o caso exige, e os filtros por situação, prazo e cliente mostram o que vence e o que precisa de atenção.

Controle de Produção: cada linha é um serviço, com entrada e prazo, cliente, paciente, etapas previstas e situação.

04A entrega

A peça sai do laboratório, e o registro acompanha.

A saída para a clínica tem controle próprio. O Controle de Entregas mostra o que está pendente, o que está em rota e o que já foi entregue.

Visão da entrega

Cada saída com destinatário, entregador e momento.

Cada entrega registra a OS, o destinatário, o entregador e o momento do evento, e a situação da entrega anda junto com a do serviço: pendente enquanto ele aguarda a saída, em rota quando sai, entregue quando chega. Se um trabalho volta para ajuste, a próxima saída gera uma nova entrega, e o registro da anterior é preservado.

Controle de Entregas: totais de pendentes, em rota e entregues, e a lista de saídas com destinatário, entregador, evento e situação.

Operação e financeiro

Mesma base, ritmos próprios.

Produção, entrega e financeiro trabalham sobre as mesmas ordens de serviço e os mesmos serviços, mas nenhum espera pelo outro: entregar não é condição para cobrar, e uma cobrança ou um pagamento não travam a evolução do serviço na bancada.

05O financeiro

O financeiro parte dos mesmos serviços.

As cobranças do laboratório nascem dos serviços das ordens de serviço — os mesmos que a produção acompanha. O que muda é o ritmo: cobrar e receber acontecem quando fazem sentido para o laboratório e para a clínica, e não quando a peça muda de etapa.

Visão do financeiro

Quanto cada cliente deve e quanto já pagou.

Em Contas a Receber, o laboratório acompanha, por cliente, o que está em aberto, o que já foi recebido, o que venceu e as pendências. A cobrança de um serviço é gerada por uma ação explícita em Financeiro › Cobranças e não exige que ele esteja finalizado ou entregue; o recebimento pode ser parcial ou integral.

Contas a Receber: totais em aberto, recebido e vencido, e a situação de cada cliente, com valores em aberto, recebidos, vencidos e pendências.

Decisão de produto

Cobrar não encerra o trabalho.

Gerar uma cobrança ou registrar um pagamento não muda a situação do serviço na produção. Um serviço pode ser cobrado, e até pago, enquanto ainda está na bancada, e depois seguir normalmente para finalizado e entregue. Também não há cobrança criada sozinha quando o serviço muda de situação: cobrar é uma decisão do laboratório.

06A precificação

O preço parte do custo.

Definir preço só por referência externa deixa uma pergunta sem resposta: quanto custa, para este laboratório, fazer cada peça? A precificação do KAFLOW monta essa resposta a partir da própria operação.

Visão do custo

Etapa por etapa, até uma referência de preço.

Cada serviço é descrito pelas etapas que exige, com o tempo de execução e a composição de materiais, mão de obra, equipamentos e ferramentas. Somados, esses custos recebem as regras do laboratório — estrutura, impostos e margem alvo — e resultam em um preço sugerido. O preço de venda continua sendo escolha do laboratório, e a tela mostra a margem resultante.

Precificação de uma coroa em zircônia: custo, preço sugerido, preço de venda, margem e tempo, e as etapas do serviço com execução e custo direto. Valores fictícios do ambiente de demonstração, não são referência de preço.

Decisão de produto

Sugerir, não decidir.

O KAFLOW mostra de onde vem o preço sugerido e qual margem resulta do preço praticado, mas não fixa o valor. Cada laboratório tem estrutura, clientes e estratégia próprios: o sistema dá a base do cálculo, e a decisão continua com quem conhece a operação.

Engenharia

Decisões que não aparecem na tela.

Um sistema que guarda a operação e o financeiro de outras empresas precisa ser previsível e fácil de manter enquanto muda. Estas são algumas das decisões que sustentam o que foi mostrado até aqui.

  1. 01 Arquitetura

    Multiempresa desde a base.

    Vários laboratórios usam a mesma aplicação, e os dados operacionais pertencem a cada empresa. O filtro por empresa faz parte da arquitetura: é regra para toda consulta e toda funcionalidade nova, e não um ajuste feito depois.

  2. 02 Produto e arquitetura

    O Portal é outra porta, não outra tela.

    A clínica entra por um portal próprio, com cadastro, login e sessão separados dos usuários do laboratório. O acesso é concedido e revogado pelo laboratório e fica restrito ao laboratório que o concedeu.

  3. 03 Dados

    Arquivos clínicos não são arquivos públicos.

    Escaneamentos e anexos dos casos não ficam disponíveis por link direto: são entregues pela própria aplicação a quem tem acesso, e a integridade de cada arquivo fica registrada por checksum.

  4. 04 Evolução

    O banco muda por versão.

    Cada mudança na estrutura do banco é uma migração versionada no repositório e aplicada pelo processo de publicação. Assim o produto pode evoluir com frequência sem que produção e desenvolvimento se afastem.

  5. 05 Integrações

    Serviços externos ficam nas bordas.

    Integrações ficam em camadas próprias. A cobrança das assinaturas passa por um contrato de gateway de pagamento, e o armazenamento de arquivos por um serviço que permite trocar o destino sem reescrever os módulos que o usam.

  6. 06 Qualidade

    Testes e revisão de segurança.

    As regras críticas têm testes automatizados, e o sistema passa por auditorias internas de segurança. A rodada de setembro de 2026 levou, por exemplo, à exigência de token contra requisições forjadas (CSRF) nas rotas que alteram dados e ao bloqueio do acesso web a arquivos internos.

Decisão de produto

Cancelar não é apagar.

Quando um trabalho é interrompido, a OS e seus serviços continuam no histórico, marcados como cancelados, e o motivo do cancelamento é obrigatório. Cancelar registra a interrupção: não apaga o caso nem desfaz o financeiro — um recebimento já pago não é estornado automaticamente.

Evolução

Um produto em produção continua mudando.

O KAFLOW já organizava a produção, as entregas e o financeiro dos laboratórios quando os casos digitais ganharam espaço próprio. Em agosto de 2026, sobre essa base em uso, entraram os arquivos digitais e o Portal da Clínica.

  1. Arquivos digitais na OS

    Escaneamentos em PLY e STL, e OBJ com materiais e texturas, anexados à ordem de serviço e visualizados em 3D no navegador.

  2. Portal da Clínica

    Acesso próprio para as clínicas, com solicitação em rascunho e envio explícito ao laboratório.

  3. Análise e aceitação

    Caixa de solicitações no laboratório: análise, aceitação ou recusa e, depois de aceitar, a montagem da OS com os arquivos do caso.

Nenhuma dessas partes substituiu a base existente: elas se ligam às mesmas ordens de serviço, aos mesmos arquivos e às mesmas regras de acesso.

Resultado

O que este case demonstra.

O resultado é o próprio produto: uma aplicação web em produção que reúne diferentes dimensões da operação de um laboratório, concebida, construída, publicada e mantida pela GouveaTech. O que o case mostra é a capacidade de entender uma operação específica e transformá-la em software que funciona.

12 Áreas envolvidas no desenvolvimento

Operação

  • Fluxos operacionais
  • Produção
  • Financeiro
  • Precificação

Plataforma

  • Aplicação web
  • Banco de dados
  • Infraestrutura
  • Comunicação
  • Pagamentos

Continuidade

  • Segurança
  • Testes
  • Evolução contínua do produto

GouveaTech

O mesmo método vale para outros problemas.

O KAFLOW nasceu de entender uma operação a fundo antes de escrever código. É assim que a GouveaTech trabalha, tanto em produtos próprios quanto em projetos sob medida: primeiro o problema, depois o software.

Para conhecer o KAFLOW como produto, visite o site do KAFLOW , abre em nova aba Voltar ao Portfólio